Nem sempre quem se sente ofendido está com a razão.

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MARCEL CAMARGO
Graduado em Letras e Mestre em “História, Filosofia e Educação” pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Durante os nossos dias, passaremos por situações várias, que nos agradarão ou nos deixarão irritados, magoados, ou mesmo ofendidos. Primeiramente, ninguém tem a obrigação de agradar a ninguém, a não ser que esteja prestando algum tipo de serviço, ou num relacionamento afetivo, por exemplo. Temos obrigação de ser cordiais sem ultrapassar a dignidade alheia, no entanto, ninguém precisa gostar ou concordar, basta manter o respeito entre as partes. Ainda assim, existem pessoas que parecem necessitar de paparicos por parte de todos, como se qualquer um tivesse a obrigação de medir as palavras, o tom da voz, a linguagem que seja, ao se comunicar com elas.

E, assim, temos que pisar em ovos ao falarmos com elas sobre qualquer assunto, uma vez que tudo o que não as contenta soa a ofensa pessoal, a grosseria, a perseguição.

Geralmente, quem se ofende demais, com tudo e com todos, é aquele tipo de pessoa que pensa ser o centro do universo, ser a causa e a consequência das ações de quem quer que seja, como se todo mundo agisse pensando nela. Esses indivíduos enxergam indiretas até mesmo em um simples “bom dia”, pois, na sua mente egoísta, o que acontece no universo conspira contra eles. Que bom se pudessem se conscientizar do seguinte: na verdade, ninguém liga!

Porque poucos se lembrarão de nós ou se importarão de verdade conosco, e quase ninguém ficará do nosso lado quando não tivermos nada a oferecer, quando precisaremos receber. O dia a dia caótico e acelerado nos impede de ficar agindo de acordo com o que fulano ou ciclano pensarão a respeito, de articularmos nossas atitudes a fim de atingirmos os outros.

A grande maioria das pessoas age conforme aquilo que possui dentro de si e pretendendo atingir algum fim que em nada tem a ver com os outros.

Embora existam aqueles que terão prazer em provocar qualquer um que lhes atravessar o caminho, são poucos, em comparação com a maioria de nós, que segue a vida cumprindo com as obrigações e buscando a felicidade. Sentir-se ofendido quando se é diretamente atingido pela maldade alheia é saudável e útil para se defender, porém, sentir-se ofendido com qualquer palavra que disserem, mesmo por parte de quem nem sabe que a gente existe, é descabido e incoerente. Uma pena que quem age dessa forma dificilmente reverá seus conceitos. Uma pena mesmo.

Direitos autorais da imagem de capa: rodjulian / 123RF Imagens

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Willian de souza Faria nasceu dia 12/04/1985 na cidade de Jaú no estado de São Paulo. Participante da elaboração da Revista Guia, criação de Dorival Nascimento. Em 2013, Willian Faria prestou serviço como assessor de imprensa da Casa de Apoio Vale do Ivaí, empresa que atua no setor da saúde na capital do estado do Paraná. Em Curitiba o trabalho ocupou período integral de sua carreira, onde aprendeu a trabalhar com assistencialismo. No ano de 2014 atuou como assessor do Deputado Federal Zeca Dirceu (PT). Passou pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Nova Londrina e atua como assessor de imprensa do prefeito Vico. Foi assessor de comunicação social da Prefeitura de Marilena (PR), e possui experiencia em consultoria política.

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